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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Pausa para um comercial

por ele

Carlos Drummond de Andrade

Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

...........................................................

Interrupção dEla:



Meio atrasado, né? Mas feliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiz 2009 pra todos vocês!!! Porque pra gente, aaahhh, pra gente já tá começando a mil!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

...

por ele
O que ainda nos resta fazer? Quanto tempo ainda temos?

Hoje, por incrível que pareça, andava calmamente pela rua na hora do almoço quando me deparei com uma cena que me fez pensar. Uma senhora, provavelmente no alto dos seus setenta e poucos, apoiada em um pedaço de madeira que usava como bengala, tentava seus passos, menores que os de uma criança quando aprende a andar. Fazia muita força, mas sorria mesmo assim. Em meio ao corre-corre do centro da cidade, ela vinha com sua calma causada pela própria limitação física sem se importar com o mundo.
Hoje é dia de pagamento dos aposentados do INSS. Será que o sorriso é por isso? Ou ela simplesmente estava satisfeita com a possibilidade de caminhar?
Enfim, a correria nos consome, tudo que fazemos ultimamente é para ontem, estamos sempre atrasados para alguma coisa, ou temos que chegar rápido a algum lugar.
Não lembro quando foi a última vez que deitei para contar estrelas no céu, ou parei para observar as mudanças que acontecem comigo.
As pessoas estão se perdendo, esquecendo quem são, e se tornando o que querem que sejam.
Curtimos amigos somente via web, mesmo os que estão na mesma cidade. Com aqueles que gostamos, cruzamos pela rua e não nos resta tempo para trocar mais do que o clássico “oi como vai?’ desinteressado de sempre. Afinal, temos algum outro compromisso.
E nós mesmos?, quando o compromisso será firmado com nosso bem-estar? Os finais de semana não mais suprem nossa necessidade de descanso. E por quê? Porque, cada dia mais nossa vida nos consome e nos leva, quando o certo seria nós levarmos a vida. E da melhor maneira possível, perto dos que amamos e queremos bem, fazendo de tudo para que eles sintam-se, sempre, amados e acolhidos.
Mas e aí, quais são nossas prioridades? Onde colocamos nossa felicidade? esse lugar, nossos braços alcançam, ou vamos sempre colocá-la mais adiante, em algo que ainda não conquistamos?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

por ele

No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.
Ela disse:
- Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.
- Um bonito garoto - respondeu o homem. E completou: - Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.
Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.
- Melissa, o que você acha de irmos?
- Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!
O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração. Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:
- Hora de irmos, agora?
Mas, outra vez Melissa pediu: - Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!
O homem sorriu e disse:
- Está certo!
- O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado, quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele. Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa. Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar...

Desconheço o autor, mas o conceito eu entendi muito bem

terça-feira, 22 de abril de 2008

Por favor, desçam daí...

por ele

Já disseram uma vez que as pessoas vêm aqui em busca de uma risada, ou, simplesmente, por falta de algo melhor para fazer. Mas, enfim, todos e todas são mais que bem-vindos à nossa humilde casinha que tem de tudo um pouco, impressões de quem somos, do que fomos e do que pretendemos um dia ser. Mas, hoje, vamos falar de coisa séria...
Se somos agora, pessoas legais, saibam que queremos ser pessoas ótimas no futuro, pois, mudar e melhorar dá sentido às nossas vidas. Evoluir, crescer, querer e fazer um mundo melhor nos ajuda nesse caminho.
E, ninguém evolui se fica parado no tempo, olhado sem saber o que fazer. Ficar calado(a) não é a solução. Falar, muito menos. Temos mesmo é que FAZER.
Um amigo, jornalista, me enviou uma crônica dele que ajudou a pensar, e reflete o mesmo sentimento que se passa em mim. E, como eu acho que amigo é aquele que compartilha com o outro tudo o que acha importante, seja bom ou ruim, aí vai uma coisa a mais para pensarmos...

Até quando vamos nos calar?

Estou cansado do caso Isabella. Este homicídio virou a piada do país. Podem criticar que estou sendo frio pela morte de uma criança. Contudo, também senti horror pela tragédia, apesar da impaciência. Não gostaria de saber por nenhum veículo de comunicação sobre o assassinato de ninguém que, infelizmente, é o crime que mais acontece de norte a sul. A história desta menina mobilizou o Brasil pela busca de culpados. Interessante como a nação está unida para punir quem quer que seja o criminoso. Acredito que seja pela cobertura insistente da imprensa, que mostra cada capítulo da novela com novos enredos. No entanto, este episódio virou mesmo um reality show.
O que mais espanta são a forma e as circunstâncias que tiraram a vida de Isabella. Mas o comportamento do brasileiro é mais assustador. Nesta história, quem matou, não deverá passar impune, mesmo que a lei julgue com as brechas que ela possui. Um país armado de palavrões, faixas, discursos pede a cabeça de quem jogou o corpo lá de cima. No entanto, este mesmo povo sequer comenta nos bares a prisão de prefeitos em Minas Gerais que desviaram recursos públicos, que seriam usados na saúde. Questiona-se: quantas Isabellas não morreram nas filas do INSS? Quantas crianças não faleceram devido à falta de atendimento em suspeitas de dengue? Quantas bocas deixaram de ser alimentadas nas escolas?
Indignação seria o sentimento mais plausível para se ter neste momento. Porém, eu tenho é nojo de tamanha podridão frente os demagogos que pedem cadeia para um assassino da classe média, mas que cruza os braços diante da “cachorrada” que estes governantes fazem nesta falsa democracia. Ninguém abre a boca. A turma do prédio não se une em coro para gritar: “ladrões, bandidos, corruptos, queremos que fiquem na cadeia, seus animais”, quando um mensaleiro passa em seu carro blindado pelas ruas. E a mídia? Noticia a super operação da Polícia Federal, mas não coloca um repórter em cada porta para acompanhar o caso e investigar todas as testemunhas insistentemente. Provavelmente, o roteiro policial ao estilo de Ágatha Cristie dá mais audiência e vende mais jornal. Por isso, afirmo que todos os brasileiros são corruptos.
Ser corrupto é da natureza humana, um hábito recorrente que se faz sem perceber. Estranho? Não. Todos nós, sempre com o famoso “jeitinho” para ajeitar as coisas, não percebemos que de algum modo somos corruptos com os outros. Podemos não estar fazendo algo errado, mas corrompemos a sociedade quando ficamos acomodados em não tomar uma atitude honrosa para mudar determinadas situações que estão prejudicando ou lesando alguém. Prezado leitor, você pediu cadeia para quem desviou verba daqueles hospitais que não conseguiram atender os pacientes que dormiram na porta para pegar a senha da consulta? Aliás, você gritou “ladrão” para o governante que pegou o avião e viajou com a família para o exterior com o dinheiro do seu imposto?
Somos reflexos de quem nos dirige. E o convido para pensar: pimenta nos olhos dos outros não é problema meu. Deve ser do governo! Mas o governo quem faz e elegeu fui eu. Só espero que as outras Isabellas também sejam lembradas, após este triste episódio.

Juliano Azevedo
Cidadão brasileiro, que é um jornalista envergonhado por integrar esta mídia marrom



Boa semana para todos nós...
Até quando?

terça-feira, 8 de abril de 2008

Max Gheringer, meu guru

Por Ela
Cada dia mais eu gosto de ouvir esse cara... O texto abaixo é pra vc refletir e entender porque eu gosto desse cara.
Queria mandar esse texto pra tanta gente com quem já trabalhei, pra ver se acordam e param de dizer com orgulho que não tiram férias há 5 anos! Argh! Gentinha sem sal! Vão aprender a viver um pouco!
Sem mais delongas:


"Existem muitos gurus que sabem dar respostas criativas às grandes questões sobre o mercado de trabalho. Aqui vai um pequeno resumo da entrevista com o famoso Reynold Remhn:

Pergunto: Ainda é possível ser feliz num mundo tão competitivo?
Resposta: Quanto mais conhecimento conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito para aprendermos. É por isso que sofremos. Trabalhar em excesso é como perseguir o vento. A felicidade só existe para quem souber aproveitar agora os frutos do seu trabalho.

Segunda pergunta: O profissional do futuro será um individualista?
Resposta: Pelo contrário. O azar será de quem ficar sozinho, porque se cair, não terá ninguém para ajudá-lo a levantar-se.

Terceira pergunta: Que conselho o Sr dá aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho?
Resposta: É melhor ser criticado pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira.

Quarta pergunta: E para os funcionários que tem Chefes centralizadores e perversos?
Reposta: Muitas vezes os justos são tratados pela cartilha dos injustos, mas isso passa. Por mais poderoso que alguém pareça ser, essa pessoa ainda será incapaz de dominar a própria respiração.

Última pergunta: O que é exatamente sucesso?
Resposta: É o sono gostoso. Se a fartura do rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.

Belas e sábias respostas. Eu só queria me desculpar pelo fato de que não existe nenhum Reynold Remhn. Eu o inventei.

Todas as respostas, embora extremamente atuais foram retiradas de um livro escrito a 2.300 anos: o ECLESIASTES, do Velho Testamento. Mas, se eu digo isso logo no começo, muita gente,talvez, nem tivesse interesse em continuar ouvindo.


Max Gheringer, para a CBN".

Sim, sim, sim, eu ainda vou contar como está o trabalho novo, podem deixar. Por hora basta dizer que estou muito feliz!

;)
Mas é que, apesar de novo, já tá bombando - vocês podem ver pela frequência de posts que diminuiu, né? Mas não esqueci não. Agora 'xeu ir dormir, que cheguei do trabalho novo às nove e meia da notche, tô pregadinha...
PS: um beijo enooooooooorme, estalado, no coração de cada pessoa linda que torceu por mim. Recebi todas as energias positivas, tenho certeza! O resultado tá aí, né?

;*
Bjos a todos!

sexta-feira, 14 de março de 2008

por refrões polissílabos e mais poesia no mundo

por ele

Hora do almoço, banco-burocracia (redundância, mas vale lembrar), centro (argh!), enfim... bem eu lá, caminhando em plena AF quando passo pelo Conservatório da Federal. Uma onda súbita de bem-estar me invade por meio dos ouvidos que, prazerosamente escutam um breve trecho de música clássica tocada ao piano.
Belíssimo! Provavelmente alguém estava ensaiando para a apresentação das 18h30.

Logo à frente, dois camaradas, uniformizados, carregando peças de uma porta de aço param repentinamente.

_ ÓH! Escuta isso!

_ Ah, isso é CD cara.

_ Que CD o quê, tá maluco? Isso é ao vivo!

_Claro que não, é CD.

_ Então, óh só, prestenção...

nesse momento, eu bem achando que ele ia tentar convencer o amigo com algum argumento plausível e interessante, ele me manda algo do tipo:

_ CRÉÉÉÉÉÉÉÉÉU!

e os dois saem rindo pela rua afora.

Por que as pessoas fazem isso? Por que insistem em receber e absorver todo esse tipo de porcaria? Pior ainda. Por que saem por aí repetindo isso? É cada uma que a gente tem que aturar, né não?

O infeliz que regurjita isso pelo Brasil afora nem sequer se deu ao trabalho de ter um nome. Ele é apresentado como MC créu. Uma total falta de identidade mesmo. Acontece, simplesmente que ele é um ninguém, uma espécie de cientista maluco que se confunde com sua obra prima: o frankinstein.

Vamos promover um movimento que não seja o créu, pelo amor de deus, vamos usar um pouco de senso de ridículo e ajudar nossa sociedade a evoluir.

Se a gente continuar ignorante assim, "os ôtro vem e créu ninóis".

affff.

Mas, vejam que hoje também tem coisa legal:

HOJE É O DIA DA POESIA!

Então, nada mais justo que prestar uma homenagem a ELA, poesia mais linda que já vi.
Afinal, seu sorriso ilumina o meu dia,
seus olhos brilham e me servem de guia,
seu corpo aquece o meu
e seus lábios me fazem perder no tempo que a gente esqueceu.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ele fala, vc que não ouve

Por Ela

E aí que eu acredito muito em sinais. Sonhos, pressentimentos, situações repetitivas... Independente de religião, acho que recebemos avisos superiores das mais diversas formas.

E achei estranhíssimo que num dia desses meu irmão ligasse lá de Salvador, sem mais nem menos, e dissesse:

- Põe um cadeado na moto e esconde o alarme dela. Se alguém entrar aí em casa e botar um revólver na cabeça de alguém pra roubar, pelo menos vai ter mais dificuldade e cês têm tempo de fazer alguma coisa.

Entendi nada, ligação doida... Duas semanas mais tarde...
Meu pai entra correndo e diz:

-Uai, deixei o computador no carro, não sei pra quê! Pega ele aqui pra mim, que tô atrasado, tchau!

E sai correndo de novo.
Liga daí a 1 hora, avisando que foi assaltado. E que, de fato, botaram uma arma na cara dele. Não foi a moto, mas levaram o carro. E o celular. E, oras, o computador pelo menos, ele teve o providencial 'clique' de deixar em casa.

Coincidência? Pode ser. Mas acredito que, de alguma forma, algo tocou o coração do meu irmão e o fez ligar pra cá e deixar um aviso...

Quer ver outro exemplo? Todo mundo sabe que tô estudando há meses pra concurso, né? E às vezes esmoreço, digo que tô dando murro em ponta de faca, que nada dá certo, que só bato na trave, 5º, 9º lugar, mas nada de passar...

Aí que eu tava angustiada demais e, antes de sair pra fazer minha 11ª prova, fiz uma oração pedindo a Deus que me desse calma e clareza de pensamento, que eu simplesmente lembrasse de tudo o que havia estudado - sim, pq Ele ajuda a quem cedo madruga e eu fiz direitinho meu dever de casa.

Peguei a Bíblia pra ler um trecho e acalmar meu coração. Abri num pedaço que dizia algo assim: "nada mais há no celeiro e a videira até hoje não deu os seus frutos, mas deste dia em diante, a partir do vigésimo quarto dia do mês, eu o abençoarei ".

Acha coincidência? Nada a ver? E se eu te disser que esse dia era o dia 24 de fevereiro, o vigésimo quarto dia do mês, data da prova da Seplag? Então sim, acredito numa 'promessa' divina de que "deste dia em diante, a partir do vigésimo quarto dia do mês" o universo passou a conspirar a meu favor...

Ainda acha coincidência? Ô, menina-pouca-fé! Pois eu liguei pra MGS semana passada e a moça me disse que aguardasse, que muito em breve eu receberia uma ligação ou correspondência de convocação pra posse, já que faltavam apenas 8 chamadas pra chegar em mim...

E, oras, não é que hoje me ligaram? Começo a trabalhar no dia 17 desse mês, graças a muito estudo sim, mas confio que tem um dedinho de Deus nisso. Ele nunca falha com a gente, a gente é que não quer saber dEle, reconheça, vá...

E, digo mais: estou confiante de que, se Ele quiser, passo na prova da Seplag, com fé!

Então! A Páscoa tá chegando! Aproveite e reflita, recomece, reveja seus conceitos...
A vida é mais que dinheiro, conforto, bens materiais...

Eu tenho . E vc?

Bjos!