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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Pausa para um comercial

por ele

Carlos Drummond de Andrade

Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

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Interrupção dEla:



Meio atrasado, né? Mas feliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiz 2009 pra todos vocês!!! Porque pra gente, aaahhh, pra gente já tá começando a mil!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

SERÁ?

por ele
será que ela vai ficar linda vestida de noiva?

levando em consideração que não tem como ela não ficar...




será que existe alguma dúvida?!

sexta-feira, 14 de março de 2008

por refrões polissílabos e mais poesia no mundo

por ele

Hora do almoço, banco-burocracia (redundância, mas vale lembrar), centro (argh!), enfim... bem eu lá, caminhando em plena AF quando passo pelo Conservatório da Federal. Uma onda súbita de bem-estar me invade por meio dos ouvidos que, prazerosamente escutam um breve trecho de música clássica tocada ao piano.
Belíssimo! Provavelmente alguém estava ensaiando para a apresentação das 18h30.

Logo à frente, dois camaradas, uniformizados, carregando peças de uma porta de aço param repentinamente.

_ ÓH! Escuta isso!

_ Ah, isso é CD cara.

_ Que CD o quê, tá maluco? Isso é ao vivo!

_Claro que não, é CD.

_ Então, óh só, prestenção...

nesse momento, eu bem achando que ele ia tentar convencer o amigo com algum argumento plausível e interessante, ele me manda algo do tipo:

_ CRÉÉÉÉÉÉÉÉÉU!

e os dois saem rindo pela rua afora.

Por que as pessoas fazem isso? Por que insistem em receber e absorver todo esse tipo de porcaria? Pior ainda. Por que saem por aí repetindo isso? É cada uma que a gente tem que aturar, né não?

O infeliz que regurjita isso pelo Brasil afora nem sequer se deu ao trabalho de ter um nome. Ele é apresentado como MC créu. Uma total falta de identidade mesmo. Acontece, simplesmente que ele é um ninguém, uma espécie de cientista maluco que se confunde com sua obra prima: o frankinstein.

Vamos promover um movimento que não seja o créu, pelo amor de deus, vamos usar um pouco de senso de ridículo e ajudar nossa sociedade a evoluir.

Se a gente continuar ignorante assim, "os ôtro vem e créu ninóis".

affff.

Mas, vejam que hoje também tem coisa legal:

HOJE É O DIA DA POESIA!

Então, nada mais justo que prestar uma homenagem a ELA, poesia mais linda que já vi.
Afinal, seu sorriso ilumina o meu dia,
seus olhos brilham e me servem de guia,
seu corpo aquece o meu
e seus lábios me fazem perder no tempo que a gente esqueceu.